terça-feira, 27 de julho de 2021

Italo Ferreira chora ao falar do ouro: 'Meu nome está escrito na história do surfe'




No mar revolto de Tsurigasaki, o surfista brasileiro enfileirou manobras e garantiu o primeiro ouro da história do surfe em Olimpíadas. O primeiro do Brasil em Tóquio. Diante do japonês Kanoa Igarashi, que eliminou Gabriel Medina na semifinal, o potiguar entrou para o rol de heróis olímpicos do país.

domingo, 25 de julho de 2021

Rayssa Leal garante ao Brasil mais uma medalha de prata!




Rayssa Leal, a Fadinha do skate, fez história no esporte mundial. Aos 13 anos, tornou-se a mais jovem medalhista olímpica do Brasil, confirmando seu favoritismo nos Jogos Olímpicos em Tóquio 2020. A atleta conquistou a prata na final do skate categoria street feminino, na madrugada desta segunda-feira (manhã na capital japonesa), provocando uma comoção entre a torcida brasileira. A final do skate consolidou a onda adolescente na modalidade que estreou nesta Olimpíada: completaram o pódio as japonesas Momiji Nishiya (também com 13 anos, que levou o ouro) e Funa Nakayama (16 anos, medalhista de bronze). A alegria brasileira só não foi maior porque as outras promessas de medalha do país na categoria, Pâmela Rosa, número um do mundo, e Letícia Bufoni, quarta colocada no ranking, foram eliminadas na primeira fase da competição e ficaram de fora da grande final. Coube, então, à menina-fada de sorriso largo e corpo franzino fazer sua mágica e garantir o pódio para o Brasil. Esta foi a segunda medalha do país no skate: no sábado Kelvin Hoefler conquistou a prata no skate street masculino.

“Eu estou muito feliz, porque pude representar todas as meninas, a Pâmela e a Letícia, que não se classificaram, todas as meninas do skate e do Brasil. Poder realizar meu sonho de estar aqui e ganhar uma medalha é muito gratificante. Meu sonho e sonho dos meus pais”, contou emocionada a jovem nascida em Imperatriz, no Maranhão, cidade onde tomou seus primeiros tombos e acertou os primeiros kick flips. Antes da estreia, ela fez questão de homenagear suas predecessoras nesta caminhada: “Não existe futuro sem passado. Se eu estou aqui hoje, é porque o skate brasileiro tem história. Se eu estou aqui hoje, junto de outros 11 atletas, é por causa de todos os skatistas das antigas, que fizeram o nosso esporte chegar até aqui.”

Apesar da pouca idade, Rayssa Leal parecia não sentir a pressão de disputar uma Olimpíada. Desde o início de sua primeira bateria no Parque de Esportes Urbanos de Ariake, sempre com um sorriso no rosto, ela mostrou confiança nas manobras, ficando com a terceira posição na classificação geral para a final. Alternando momentos de concentração total com dancinhas e brincadeiras entre as voltas, a jovem superou veteranas como Alexis Sablone, dos Estados Unidos, e a japonesa Aori Nishimura, atual campeã da categoria nos X-Games, a competição de esportes radicais mais famosa do mundo. O único momento de tristeza da jovem veio com a eliminação da amiga Letícia Bufoni, de quem Rayssa é admiradora declarada.

Desde o início da Olimpíada de Tóquio, a jovem maranhense se tornou praticamente uma unanimidade entre os torcedores brasileiros, representando uma novidade em meio às já consagradas modalidades nas quais o Brasil tem chances de medalha olímpica, como futebol, vôlei e judô. Por ter apenas 13 anos, a atleta teve a companhia da mãe, Lilian, autorizada em Tóquio, mesmo com as restrições sanitárias por conta da pandemia. Um fenômeno no esporte, classificada por muitos como um gênio na categoria, Rayssa Leal não teve uma infância comum: ao EL PAÍS, contou no ano passado que via o skate como uma “brincadeira com responsabilidade”. Uma responsabilidade que encara com leveza e bom humor, visível nas competições, nas quais é geralmente acompanhada pelos pais, Haroldo e Lilian, que administram sua carreira.